Assassinatos em Londres 1


Aproveito as sombras e me aproximo sorrateiramente de umas caixas nos fundos de um depósito escuro e úmido ao norte de Londres. Continuo abaixado e com um assobio atraio um capanga que força crianças a trabalharem. A curiosidade matou o gato e também o capanga.

Este poderia ser um parágrafo em um dos livros da série Assassin’s Creed, mas deve ser assim que os mais aficionados pela série de jogos da Ubisoft devem se sentir ao jogar o mais novo capítulo da série, o aguardado e recém-lançado Syndicate (este post está pronto desde dezembro de 2015, foi achado, editado e postado agora!).

O jogo se passa no período Vitoriano. A revolução industrial não me animou tanto quanto a revolução francesa de Unity, o jogo anterior. Mas perceber que o Credo dos Assassinos ainda luta com os templários no final do século 19 pelo domínio da raça humana e pelas peças do Éden, faz com que você comece a explorar Londres em busca de experiência, renda e artefatos.

Como já se passaram 15 dias do lançamento (enquanto escrevo essas linhas) algumas pessoas, como eu, já acabaram o jogo, e alguns já até “platinaram” (uso entre aspas pois o termo é de apenas uma plataforma e usarei para todas por ser de mais fácil entendimento). Uma opinião que talvez encontre eco nos que gostam da série, a saída do multiplayer, deixou o jogo menor e muito mais rápido. Espero que a Ubisoft perceba que mesmo dando erro, nós jogadores, queremos jogar muitas horas e não somos tão paranoicos como poucos, que ficam presos a poucos bugs.

Fryes

Não sei vocês, mas passei mais tempo do jogo com a Evie, por ser mais sorrateira, ela fica bem mais dentro do meu perfil de Assassino, atacando das sombras e retornando para as sombras, sem chamar a atenção. Nas missões de assassinato, na maioria das vezes, matava todo mundo antes dos alvos, ou mesmo depois, só pra deixar a cidade livre dos capangas. Joguei com Jacob quando obrigado e algumas vezes só para variar. A ideia de ter vários personagens controlados pelo jogador, faz com que a interação com o mundo seja pelo menos de duas maneiras diferentes, mesmo se fizer tudo igual. Achei os torneios de luta bem interessantes, principalmente quando a Evie baixava o cacete nos marmanjos. Igualdade é isso, entra no ringue contra homens e mete a porrada.

As mudanças no equipamento sempre trazem um algo mais na série, cada jogo tem um equipamento interessante que nos faz querer vê-lo em todos os outros da série. Voltou o assobio, muito útil em emboscadas, mas se foi o dardo sonífero, que seria bem útil em alguns casos. Os ganchos ajudam muito na movimentação e tem a medida certa para não fugir da “realidade” do equipamento. Outras novidades, só jogando e conhecendo o Sr. Bell.

acs carruagens

Os passeios de carruagem me agradaram quando precisei cruzar grandes distâncias, sem poder passar o tempo rapidamente, como quando se usa as viagens rápidas. Mas as carruagens me pareceram muito leves, sacudindo de um lado para o outro, como caixas de papelão sobre rodas. Talvez com um pouco mais de peso a física segurasse mais um pouco no chão e criasse uma estabilidade maior (O que foi melhorado em um dos patchs lançados). Mas isso é para quem quer pilotar sem acidentes pelas ruas de Londres, não para um Assassino cheio de pressa em achar um alvo ou qualquer tarefa com tempo marcado.

A DLCs do Syndicate valem cada centavo, pagaria o passe de temporada só para jogar as missões do Jack Estripador, só pelo suspense de investigar a identidade de um dos mais famosos assassinos em série do mundo, que até hoje é um mistério. Mas se você se aventurar com os irmãos Frye, pode ter que descobrir… Melhor deixar sem spoilers.

Gostaria de ver mais itens individuais, que poderiam ser comprados ou criados, mas de uso de cada personagem separadamente. Quem sabe no Assassin’s Creed Patrol? Uma patrulha na guerra, cada elemento com seus equipamentos e suas abordagens diferenciadas. Mas isso é papo para outra hora, imaginar a trama dos próximos jogos sempre fica em pauta, quando acabamos um jogo. Que comecem suas apostas nos próximos enredos de Assassin’s Creed, afinal, “Nada é Real, Tudo é Permitido”.

Eduardo “Sgt Rock 1967” Rocha é o idealizador do Nós Nerds! Técnico em informática e gamer inveterado e veterano.


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