Devilman Crybaby: Arte, Sangue, Sexo, Drogas e Profecias


Já nos acostumamos a ver os projetos “Originais Netflix” na nossa lista, e com eles aparecem todo tipo de gênero e formato de séries e filmes. Devilman Crybaby poderia ser só mais um anime, mas surpreende, sendo mais do que os olhos podem ver.

Mas que Diabos é Devilman?

Devilman Crybaby é um anime produzido pela Netflix, e estreou no serviço de streaming nesse mês de Janeiro. Com direção de Masaaki Yuasa (Kaiba, The Tatami Galaxy), essa série é uma versão modernizada de Devilman, do mangaká Go Nagai, que teve sua primeira animação em 1972.

Só para Maiores

Entenda que o aviso de 18 anos para Devilman se justifica logo de cara. Seu criador é um pioneiro em abordar assuntos mais pesados em mangás e animes. Devilman é popular no Japão, e foi um dos primeiros a ter uma história voltada para o público adulto, abordando temas pesados e não escondendo o horror de um mundo inundado por demônios. Inclusive serviu de inspiração e influenciou para outros mangás e animes, como “Berserk” e “Neon Genesis Evangelion”.

Agora que você sabe um pouco da história por trás deste anime, é hora de entender mais sobre a saga de Akira Fudo e seu amigo, Ryo.

Alguns Spoilers, Cuidado

Akira é um garoto tímido, sentimental, que costuma defender seus amigos e estar sempre por perto caso eles precisem. Foi assim por toda a sua vida. Akira tem um empatia tão forte, que é capaz de pressentir a tristeza de alguém e acaba chorando (muito) quando isso acontece. O “chorão” tem como melhor amigo Ryo, um garoto prodígio, que é o oposto de Akira. Ryo é frio, calculista, e não demonstra nenhum sentimento ou segue regras.

Ryo na verdade é quem puxa o fio de toda a história. Ele se torna um pesquisador, que descobre duas coisas importantes: primeiro que demônios existem, e segundo que eles convivem entre os humanos. A partir daí, Ryo decide que a pesquisa tem que ser intensificada. Para isso, ele decide levar o seu amigo Akira para que seja possuído por um demônio.

Akira então é possuído por Amon, o mais poderoso de todos os demônios. O que Ryo não esperava, é que Akira é um humano diferenciado, poderoso também em sua mente e sentimentos. Dessa união, Akira assume o controle mental e Amon representa o corpo. Ele então se intitula não como demônio, ou como homem, e sim um “Demônio-homem”; um Devilman.

Agora Akira e Ryo unem forças para descobrir tudo sobre os demônios, e também caçá-los para garantir a segurança de toda humanidade… Ou não.

Incomum e Irritante, Porém Não é Ruim

A animação do diretor Masaaki Yuasa busca ser arrojada desde o inicio; fora do comum para animes. Além de todo o horror e sangue que confere o selo “+18” na classificação indicativa, Devilman tem muitas cenas rápidas, com contraste de cores gritante, várias luzes que piscam na tela, o que com certeza trás desconforto a quem assiste.

Aposto que esse desconforto é parte da narrativa. É importante que o espectador fique pouco confortável pois o que está passando na tela deve ser terrível de olhar, nem que seja por uma questão de irritar seus olhos. O anime não é totalmente assim, ele tem momentos tranquilo onde o traço é mais delicado e as paisagens e cenas retratadas são bonitas. Até rola um momento “fofinho” aqui e ali, mas é só para te dar um descanso.

Os Demônios Somos Nós

Falando deste desconforto visual, é necessário lembrar o que Devilman retrata em sua história. Apesar dos demônios a todo momento na tela, vários males criados pelo homem são mostrados na tela sem muito pudor. Sexo, drogas, estupro, bullying, e mortes brutais estão ali. Além disso, a série também aborda profecias bíblicas e religião.

No entanto, a história de Akira e Ryo impressiona. Não espere muitas reviravoltas, a série não se reinventa, mas cada episódio mostra uma situação diferente que com certeza vai te chamar a atenção.

Conflitos Internos

Sinceramente, preciso ser honesto e dizer que não gostei de Devilman. No meu ponto de vista, a história é muito simples, já que mesmo sem conhecer nenhuma das versões anteriores, acertei boa parte dos acontecimentos. Porém, devo reconhecer que todo o esforço da direção, de toda arte aplicada, e o desenvolvimento de todos os personagens me agradou.

Com esse misto de sentimentos, o melhor que tenho feito é indicar Devilman Crybaby para quem conheço. Assim cada um pode ter sua opinião, do que para mim, é mais um acerto da Netflix na sua linha de produções originais. Mesmo sendo uma versão moderna de um mangá clássico, fiquei impressionado com a qualidade.

Outro ponto a ser considerado: é muito fácil avançar pelos 10 episódios. Talvez dois ou mais episódios dessem espaço para contar mais detalhes da história, e pelo mesmo “talvez” ela ficasse muito longa cansativa. Assisti todos os episódios de uma vez, bem ao estilo “binge watching” que a Netflix popularizou. Sim, eu assisti tudo, mesmo sem gostar da história pois queria ver como ela era retratada.

Enfim, Devilman Crybaby é um acerto, e você deveria assistir.

 

 

 

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Felipe “omegawpnx” Negrão, ou somente Omega, não se descolou de Destiny nos ultimos 3 anos, e continua pela Torre até hoje. Quando pode, ele joga um RPG ou até se arrisca no FIFA.