É Hora de Dar o Troco


Busque na sua memória, qual jogo da franquia Need For Speed trazia rivalidade entre gangues, traições, polícias, carros extremamente modificados e seu personagem sendo feito de otário logo no começo da história? Então, se você não se lembrou de Need For Speed Most Wanted, eu acabei de clarificar pra você agora. Disputas territoriais também estão no pacote. Fortune Valley, o local fictício do game, ficará tensa em breve. Muito dinheiro rolando e máquinas envenenadas por toda parte. Payback tem muito mais de Need For Speed que parece.

Need For Speed Payback traz 03 personagens no protagonismo. Após uma breve cutscene, você estará a bordo de um incrível Skyline R34 sob o controle de Tyler Morgan ou apenas “Ty”. Pouco tempo após e você é apresentado aos outros 02: Sean Maclister (Mac) e Jessica Miller (Jess). Eles conversam entre si o tempo todo, mantendo sua conexão, mesmo que o jogo troque de personagens ao longo desse breve gameplay. Após chegar ao local, você é apresentado a mais dois personagens: Seu mecânico “Rav” e Lina Navarro, que diz ser a “pessoa que o contratou para um serviço”. O último personagem a aparecer, é Marcus Weir… que deixa claro que manda em tudo.

Nos embalos de rock alternativo, hip-hop e algumas músicas eletrônicas, o jogo te dá o primeiro tapa e a traição rola solta. Todo aquele clichê de “jogo de corrida com historinha” vem á tona. Só pra deixar claro, eu gosto disso. Eu sinto falta desse lance de “odiar alguém” em jogos de corridas. Coisa que me fez muita falta no Need For Speed anterior, por exemplo. Alguns inimigos são declarados, outros são dispersos, alguns amigos aparecem e enfim, o jogo definitivamente começa. Como eu disse, clichê ao extremo… mas é interessante. Essa pegada da história, até o momento, é uma mescla de The Run e Most Wanted, dois jogos que pra mim deram muito certo em suas apostas. Reúna sua equipe, levante sua moral, construa sua garagem e equipe seus carros, sua vingança está apenas começando.

A jogabilidade se manteve aos padrões da franquia: é extremamente fácil pilotar e até mesmo fazer curvas em altas velocidades no controle do drifting. Batidas são fáceis de evitar mas quando acontecem, são cinematográficas. O jogo agora apresenta classes diferentes de carros, totalizando em 05: “Corrida”, “Drift”, “Off-Road”, “Arrancada” e “Fuga”, separados por lojas. Ou seja, cada carro terá sua loja específica no mapa . E que mapa grande!

O mapa, maior que o do game anterior, passa a impressão de ser um estado inteiro. Com diferentes vegetações e terrenos, os locais são bem distintos entre si. O jogo tem uma ótima sensação de velocidade, portanto, durante a jogatina o mapa não aparenta ser grande. A sua surpresa se dá quando você o acessa pelo menu de pausa. O mapa é de mundo aberto, usando os postos de gasolina como meio de viajem rápida mas caso queira ir dirigindo, o jogo disponibiliza 05 câmeras pra você controlar seu bólido (não há a famosa câmera cockpit, aquela de dentro do carro).

Em termos gráficos, o jogo manteve o nível do game anterior. Passa a impressão que o anterior é melhor, porém não se iluda. O anterior se passa numa noite eterna, com alguns períodos chuvosos, reforçando a iluminação no asfalto e as cores das fachadas dos prédios. Need For Speed Payback, por se tratar de um jogo de mapa de mundo aberto, com variações climáticas e passagem do tempo real, apresenta ótimos gráficos para a franquia. Você não verá o salto gráfico que ocorreu do Rivals para o NFS (2015) por exemplo mas houve melhoras sim.

Apesar do mapa gigante, vários carros, desafios e inúmeras corridas, os loadings são rápidos. O único que demora um pouco mais é o primeiro, de entrada para o game. De resto são muito rápidos!

E por falar em desafios, o jogo tem inúmeros deles. Dos mais variados tipos. Arrancadas, tempo, pulos. Até mesmo alguns “coletáveis” estão presentes e fazem lembrar de outro jogo da EA, o Burnout Paradise. Há outdoors espalhados por toda Fortune Valley para você coletá-los.

Por completar alguns desses desafios e corridas , você recebe 03 formas de prêmio: Créditos, que você pode usar para adquirir peças e carros novos, Pontos de Reputação, (que todos conhecemos como pontos de experiência) que podem ser usados para obter acesso a carros e peças diferentes e mais caras e por fim as “Speed Cards”. As “Speed Cards” são cartas disponibilizadas ao fim do desafio/corrida, que você deve escolher aleatoriamente entre 03, sendo revelado seu conteúdo após a escolha. Geralmente um upgrade para o carro. Esse é um elemento novo na franquia, porém, algo semelhante já fora usado em The Crew, da Ubisoft.

Até onde eu pesquisei, essas cartas serão obtidas apenas por intermédio da conclusão desses desafios e corridas, descartando a possibilidade de micro-transação para o momento. As cartas obtidas com dinheiro real não alteram a performance do carro, apenas algumas perfumarias.

Lembrando que, eu tive acesso ao jogo por conta da minha assinatura EA Access (algo que eu recomendo a qualquer proprietário de Xbox One), dando a mim 10 horas pra poder experimentar o Need For Speed Payback. Por esse motivo, eu não me aprofundei na história do jogo, em seu enredo (ou narrativa) e no som dos carros, uma vez que pude jogar com poucos modelos.

Need For Speed Payback traz de volta todo aquele clichê que amamos, aquele clichêzinho maroto que nos fazia tremer de raiva enquanto jogávamos os antigos Underground, Carbon e Most Wanted da vida. Com um pouco de The Run e outro tanto de Hot Pursuit, a Ghost Games coloca Need For Speed Payback exatamente onde o fã sempre desejou para a franquia: polícias impiedosas, carros infinitamente modificáveis, história de sessão da tarde, mapa de mundo aberto muito grande, músicas de primeira, gráficos bonitos e muito conteúdo para desfrutar.

Need For Speed Payback colocou as “Speed Cards” na mesa, só falta chegar The Crew 2 e “trucar”.

 

 

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Marcelo “Vingador Brambz” Brambilla é Gamer de Corridas, amante de carros e velocidade não perde a oportunidade de fazer um racha com a galera. Autor do Nós Nerds e colaborador ativo no Xbox Mil Grau.