Gears of Wars – Rejogando Um Clássico


Há muito tempo atrás, logo após adquirir meu Xbox 360, eu estava completamente perdido mediante tantos títulos. Ainda havia certa inocência da minha parte, pois mesmo naquele momento, eu não havia me dado conta do significado de “exclusivo”.
Pra mim era tudo igual, tudo era “jogo de videogame”. Era comum eu me aborrecer perante a fatídica notícia de que não jogaria mais God Of War, neste console, por exemplo.

Eu, que vinha de um PS2, estava descontente com a falta de títulos no PS3 e sua base de compra muito cara. Na loja ao qual procurei o PS3, me foi ofertado por menos dinheiro, muito mais benefícios, no caso, o Xbox 360. Mas esse não é o caso, não é o papo de hoje.

A verdade é que isso me fez levantar uma questão na época, se não posso jogar os exclusivos daquele, quais são os exclusivos deste?

A capa brilhou nos meus olhos. Um soldado de olhar pesado, segurando algo que pareciam “dogtags” de seus irmãos caídos em guerra. Alguns personagens mais o fundo, também de vistas cerradas, como se estivessem frente a um inimigo maior e que juntos poderiam enfrentar tal inimigo. Aquela capa, predominantemente laranja, quase vermelha, me chamou muito atenção… assim, eu fui apresentado à Gears Of War 2.

Como eu pouco ligava pra cronologias, eu nem me importei em saber que fim levou o Gears Of War 1. Eu apenas levei o tal exclusivo pra casa, certo de que ali eu encontraria o “God Of War” que me faltava… Se é que vocês me entendem.

Dada a incrível apresentação, você já cai direto em combate. Jogadores quando falam de Gears Of War, acrescentam: “Meu, o jogo não pára!” E realmente, só aquele começo no hospital já me fez suar. Após alguns combates mais, contra inimigos que eu nem mesmo fazia idéia quem eram os soldados se dirigindo á cidade vizinha para começar a invasão, e então o nome do jogo é lindamente exposto na tela.

“Mas espera?! O jogo está começando agora?! Meu Deus… Eu vou morrer jogando isso!” exclamei

Quem me conhece sabe que essa é uma frase que digo comumente, sempre quando um jogo me cativa nos seus primeiros minutos. O meu anseio por God Of War era findado, tomado por esses caras que eu nem mesmo sei os nomes, que usam botas tamanho 50 e tem uma dificuldade absurda pra se locomoverem. Lembro-me ainda perfeitamente que perdi muitas batalhas pro Skorge, pois não sabia onde ficava o botão “B” do controle. É sério. Eu passei meses pra saber onde ficavam o “B” e o “Y” e não raramente os trocava. O Skorge ria na minha cara, parece até que ele dizia “Volte para seu GodOf War, moleque!”

Isso ainda não é tudo, eu levei anos pra saber onde ficavam “RB” e “LB”. Meu pesadelo com GTA 4 era infindável.

Recentemente zerei Gears Of War 2 novamente, o que originou este texto. Me senti muito emocionado em voltar jogar esse clássico, tanto tempo depois, mesmo já tendo zerado ele. O jogo envelheceu muito bem, é fato. Mesmo com gráficos datados, o game é bonito e encanta pelo seu gameplay simples, porém frenético. Realmente, o jogo não para!

Me emocionei novamente com Dom e Maria, vibrei novamente quando pude montar um Brumak e desta vez Skorge não teve chance. A serra comeu mesmo pro lado dele. Agora eu sei onde fica o botão “B”, otário!

Gears Of war é uma franquia de sucesso e que redefiniu o gênero “tiro em terceira pessoa”. Antes de Gears, “cover” era coisa de banda ao vivo em restaurante por quilo.

Por tudo isso (e pouco mais), Gears Of War é uma franquia muito querida entre os gamers, desde os casuais (eu) até os mais hardcore, visto que a franquia sempre acrescenta novos modos de jogo e inimigos cada vez mais colossais. Se você ainda não conhece Gears Of War, dê um tempo e conheça. Me agradeça depois.

 

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Marcelo “Vingador Brambz” Brambilla é Gamer de Corridas, amante de carros e velocidade não perde a oportunidade de fazer um racha com a galera. Autor do Nós Nerds e colaborador ativo no Xbox Mil Grau.