Grow Up é Sobre Voltar para Casa – por André Barrozo


No mês de julho, o game Grow Up foi disponibilizado para os jogadores de Xbox One que são assinantes do programa Xbox Live Gold e, dessa forma, surgiu a oportunidade de jogar o game que, assim como seu antecessor, Grow Home, fugiu completamente do meu radar.

Grow Up nos dá a tarefa de ajudar o simpático robô BUD a recolher os pedações de sua nave que estão espalhados pelo planeta, no qual caiu após um acidente com uma chuva de asteroides. O mapa do jogo é relativamente grande e convidativo à exploração, devido a sua variedade em vegetação e animais.

De início, a jogabilidade do protagonista pode parecer meio mal trabalhada e incoerente, mas com o tempo e certos upgrades, sua jogatina se tornará mais fácil, por isso explorar o mapa é de suma importância no game. Além de agradável, andar pelo mapa a esmo tornará muito mais fácil o seu progresso no jogo, pois sua jornada em Grow Up será mais confortável se você escanear os diversos tipos de plantas, que podem ser usadas como rampas, propulsores e cordas, e também recolher cristais de energia que irão conceder certos aprimoramentos para as habilidades do nosso pequeno robô.

O sistema de navegação do game é muito interessante, pois é o próprio mundo do jogo em uma visão “deus”, podendo ser rotacionado em todos sentidos, aumentar e diminuir o zoom e marcar pontos de interesse no mapa, mas apenas um por vez.

O tempo de gameplay de Grow Up pode variar muito dependendo da forma com que você joga, aqueles mais apressados podem terminar o game em algumas horas e os mais aventureiros e curiosos poderão aproveitar as missões secundárias e lições que o game da Reflections, Studio da Ubisoft, tem a oferecer, o jogador é livre para escolher.

 

Quando um jogo é mais do que ele mesmo

Até esse ponto, acho que já perceberam que gostei do game, esse espirito aventureiro e otimista dele me arrebatou como há muito tempo um jogo não conseguia. Não me senti obrigado a platinar/miletar o jogo ou a jogá-lo de forma rápida pois o estava transmitindo pelo Mixer, eu apenas curti o game, sem nada atrapalhando a minha experiência com o mesmo. Talvez por isso ele tenha ganhado, para mim, certas qualidades que os desenvolvedores não previam, vai saber, né?

Experimentei Grow Up, enquanto passo por um momento um pouco complicado na vida, onde o esforço e trabalho duro parecem não superar as dificuldades e sim só aumentá-las, porém esse pequeno e desastrado robô vermelho pode ter me ensinado algo muito valioso.

Bolar estratégias para chegar a locais mais altos, encontrar novos biomas, fugir de animais perigosos, tudo no game faz você entender o valor da persistência, faz você compreender que certas coisas levam tempo e que a direção certa a tomar é aquela que te leva a encontrar os pedaços que formavam você, antes de tudo ruir. Por isso tudo, ao terminar a jogatina em Grow Up eu senti aquele calor no peito, o mesmo que todos nos sentimos, quando voltamos ao local que chamamos de lar.

 

Pontos Fortes

– Exploração, Exploração, Exploração

– Trajes variados para desbloquear (e que vão quebrar um galho danado)

– BUD e MOM (a inteligência artificial de sua nave) são muito carismáticos

– O design de todo o planeta é muito bonito e inspirado

Pontos Fracos

– Existem “missões desafio” aos montes no mapa e são ruins.

 

* O game foi analisado em sua versão para Xbox One.

André Barrozo nos enviou esta análise para compartilhar com vocês.

 

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Eduardo “Sgt Rock 1967” Rocha é o idealizador do Nós Nerds! Técnico em informática e gamer inveterado e veterano.