Homem-Aranha de Volta: Olar


De todos os super-heróis que invadiram os cinemas nos últimos vinte anos, o amigão da vizinhança é um desses casos que ficam mais interessantes quando relembramos sua trajetória na tela grande.

Em apenas quinze anos, o personagem-símbolo da Marvel teve três encarnações. Também foi o personagem a ter menos tempo de hiato para a mudança. Apenas um ano entre o segundo filme estrelado por Andrew Garfield, em 2014 e a celebrada estréia de Tom Holland em Guerra Civil, em 2016.

Aliás, que estréia. A cena de Tony Stark no quarto de Peter Parker, perguntando de como o rapaz faz o que faz…de muitas formas, o Homem de Ferro ali simboliza a nossa mesma coisa reação ao ver, em 2002, a estréia de Tobey Maguire nos filmes.

Mas como eu disse, já são quinze anos. Este tempo de exposição tornou uma renovação mais do que necessária. Além disso, era preciso contextualizar o personagem neste novo e crescente universo compartilhado. E trazer assim, um ar de ineditismo para o personagem. E foi uma alegria para mim perceber que estes objetivos foram alcançados em Homem-Aranha: De Volta ao Lar (2017).

Para que esta renovação acontecesse, algumas medidas foram necessárias. Explicações sobre a origem dos poderes dos herói e (ou porquê escolheu se tornar um) dão lugar à retomada de Peter Parker em seu retorno ao Queens após sua aventura na Alemanha. Enquanto equilibra sua vida de estudante com suas aventuras como o vigilante do bairro, ele tenta a todo custo provar para Tony Stark (Robert Downey Jr., que cumpre seu papel sem roubar a cena) que já está apto para missões mais grandiosas.

Quando criminosos começam a agir usando armas de alto poder destrutivo, o jovem herói decide que chegou a hora de se provar. Mas talvez as coisas não sejam tão simples. Contar mais seria perigoso, então, paro por aqui.

Conforme eu disse anteriormente, a franquia precisava de uma renovação. E o elenco inteiro simboliza esta mudança. A começar pelo protagonista, fã declarado do personagem que desperta no público as mais variadas emoções. Do riso à comoção, Tom Holland mostra que ainda tem muito a contribuir para o universo Marvel.

O elenco de apoio prova também que apostar na renovação foi importante. Esquecam (ao menos por enquanto) nomes fáceis como Harry Osborn ou Mary Jane. Quem acompanha Peter nas aventuras dentro e fora do Colégio Midtown é Ned (Jacob Batalon, engraçadíssimo), empolgado com o fato de ser amigo de um Vingador. No campo amoroso, Peter só tem olhos para Liz Allen (Laura Harrier, que em sua estréia, traz dignidade e leveza), que nos quadrinhos, foi mesmo um dos primeiros amores do jovem Parker. O valentão Flash Thompson está lá, mas retratado de forma inédita e divertida por Tom Revolori (de O Grande Hotel Budapeste). Destaque também para a irônica Michele, interpretada com maestria por Zendaya.

O elenco traz novamente Marisa Tomei, a mais jovem Tia May a ser vista nos filmes, fazendo bonito em todas as suas cenas ao lado de Tom Holland. Ela traz uma linguagem moderna à figura gentil, a âncora que segura o emocional de Peter.

Os filmes da Marvel sempre tiveram a preocupação de trazer uma explicação plausível com relação as motivações do vilão. E posso dizer que o Abutre interpretado por Michael Keaton está mais do que inserido nessa descrição, mas claro, nada de mais detalhes aqui. Mas posso dizer que fica fácil de entender suas escolhas. Ou quase todas.

A trilha sonora também é destaque. Não apenas a trilha de Michael Gianchinno, que recria o tema clássico do Aranha de forma épica, mas pela escolha de músicas para embalar a trajetória de Peter e seus amigos nas 2h18 de filme.

Destaque também para as participações especiais. Novamente sem citar nomes. Assistam. O mesmo vale para as cenas pós-créditos.

Diversão garantida. Essa é a melhor forma de definir a volta ao lar do amigo da vizinhança.

 

 

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Sérgio “Mentorbreak” Fiore é revisor do Nós Nerds, porém não deixou sua paixão por blog e não conseguiu ficar longe das postagens.