Punho de Ferro – Netflix


Ouvi dizer que a crítica estava batendo em um dos maiores artistas marciais da Marvel Comics. Decidi ver as quase 13 horas de série e tirar minhas conclusões, que vou compartilhar com vocês, leitores deste post. Tentarei dar minha opinião sobre Punho de Ferro do Netflix, sem dar spoilers.

Em algumas matérias que li antes de fazer este post (e não antes de ver toda a série), descobri que a imprensa só teve acesso a seis dos treze episódios da série, o que pode ter deixado algumas dúvidas no ar. Vou comentar cada um dos pontos levantados por algumas matérias e dar a minha opinião.

Daniel Rand Oriental

Poster da Série.

Essa é a questão que menos deveria ser levada em conta, ao se fazer uma crítica ao personagem/ator da série. Daniel “Danny” Rand, o Punho de Ferro que, na série, é interpretado pelo ator inglês Finn Jones, afinal o personagem é uma criança americana que encontra a cidade mítica de K’unLun, onde cresce, recebendo o treinamento físico/espiritual/marcial de monges da ordem da Mãe Garça.

A nacionalidade do personagem é marcada por ser filho de um grande empresário americano, não é mencionado que sua mãe é oriental ou mesmo descendente de orientais, daí dizer que ele devia ser oriental, é o mesmo que pedir que o Mestre do Kung Fu, fosse interpretado pelo Will Smith.

Misticismo e Filosofia

Repararam como eu disse que a cidade de K’un Lun é mítica? Uma cidade que aparece de quinze em quinze anos no nosso plano de existência deve ser considerada mística e também mítica, na série é um mito que alguns conhecem e outros tem certeza da existência. Quem reclama que falta misticismo poderia me explicar o fenômeno, de forma científica, de uma mão que brilha quando a pessoa assim deseja, sem contar a força e a resistência que passa a ter?

O Vocabulário do Herói

Fala para mim, o cara passa 15 anos vivendo com monges, todo dia e o dia todo, ouvindo e praticando ensinamentos Budistas e orientais, tem gente que estranha o fato dele falar toda hora um ditado oriental ou soltar um ensinamento Zen. Queria que ele falasse o quê? Frase do 50 Cent? Versos das canções das Spice Girls? Ensinamentos da Cientologia?

Coreografia

Antes que um desavisado ache que é um musical e que os personagens estão dançando, as lutas em filmes de ação são coreografadas, não por bailarinos ou professores de dança e sim por artistas marciais ou por dublês profissionais, para que fique o mais realista possível.

Colleen (Jessica Henwick) Wing, Danny (Finn Jones) Rand, Claire (Rosario Dawson) Temple.

Em Punho de Ferro se percebe alguns erros crassos de coreografia de lutas. Como a defesa estar posicionada antes do ataque e o inimigo esperar a sua vez de entrar em combate. Nada demais, já que quase todo filme de ação passa por esses problemas, nada que desmereça a série. O que mais me deixou inquieto no sofá foi a postura do intérprete perante os Kati (o Katas do Kung Fu). Em alguns momentos ele tem o movimento que parece uma dança, sem a energia e firmeza que se espera ao final de um movimento de combate simulado. Talvez um pouco mais de treino fosse o suficiente.

Falar que todas as lutas se parecem com outras mostradas em séries Marvel/Netflix anteriores me parece o mais certo possível, afinal o mestre do Demolidor treinou para lutar contra o Tentáculo, que faz o uso das mesmas técnicas de combate dos monges de K’unLun. O que não gostei é a falta de maestria do Punho de Ferro, ao combater vários oponentes ele parece estar em desvantagem. O Ip Man luta contra dez faixas pretas e ganha sem muito esforço.

Herói Raso e Confuso

Quase todo herói de quadrinho pode ter sua origem contada em uma ou duas páginas, de maneira que possa ser sempre apresentado ao público de vez ou outra, para os leitores que se aproximam do personagem vindos de outra revista, de outro herói.

Momentos de flashback/meditação.

Reclamar da série por não explicar toda a lenda do Punho de Ferro e contar as histórias de K’unLun é demais… quanto a confusão do personagem em descobrir seus verdadeiros inimigos entre todos os manipuladores da série, tem uma explicação fácil: ele é um menino que não conheceu a maldade do mundo dos 12 aos 27 anos. Daí ser facilmente manipulado por todos.

Os “Finalmentes”

Gostei da série, mesmo com algumas das falhas que vi, se fosse para dar nota não teria a nota máxima, mas ficaria acima da média. Vale a diversão e espero que Os Defensores não seja o final das histórias entre Marvel e Netflix. E quem sabe até que poderia rolar um crossover entre estes personagens e os Agentes da SHIELD.

 

 

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Eduardo “Sgt Rock 1967” Rocha é o idealizador do Nós Nerds! Técnico em informática e gamer inveterado e veterano.