Rime


Antes de começar a falar propriamente do jogo, preciso abordar o assunto que criou polêmica em torno dele e quase fez seu desenvolver desistir do projeto. Rime, antes anunciado como exclusivo de PS4, foi bombardeado de críticas negativas quando seu desenvolvedor resolveu que o game seria multi-plataforma. Sim, é sério isso! Algumas pessoas são doentes e lutam contra o poder de “outras pessoas mais conhecerem o jogo”.

Bizarro. E por esse motivo o jogo ganhou meu foco. Entrou no meu radar. Foi por conta dessa polêmica levantada no Reddit (rede social mais presente lá fora) e Twitter que eu resolvi ver imagens do jogo… E eu gostei. E, para ser ainda mais convincente, o jogo chegou a um valor módico de R$ 53,00 na Xbox Live, deixando-o assim mais atrativo ao meu bolso.

E por quê não agradecer os haters? Sem eles, eu não teria presenciado tamanha obra da Tequila Works, produtora independente situada em Madri (Espanha). Obra essa que prima pela exploração e resolução de quebra cabeças. Logo de cara, você é jogado num mapa gigantesco, sem explicação alguma e uma torre sinistra. Você, um garoto sobrevivente de uma terrível tempestade, que resultou no naufrágio do seu barco. Toda e qualquer semelhança com o filme “Náufrago”, do diretor Robert Zemeckis acaba por aqui.

Jogadores da geração GPS vão passar mal, o jogo não tem um único indicador na tela. É você e o mapa, apenas isso. Ande, procure, observe. Virar a câmera aqui à procura de saídas ou mesmo soluções para o seu quebra cabeças é normal e a sensação de “o que eu tenho que fazer aqui” é uma constante. O jogo foi vendido dessa forma e atinge seu público cumprindo com suas promessas. Isso é formidável.

A beleza do game é de encher os olhos. Desertos, riachos, florestas, vales, montanhas… tudo é muito bem feito e detalhado. Em alguns momentos lhe dá a impressão do jogo ter sido pintado à mão… Isso se realmente não tiver sido. O “esperto” aqui que vos escreve não pesquisou sobre… Mas pudera, o jogo é viciante. Não dá pra largar o controle!

O começo é um pouco lento, até você entender as mecânicas de gameplay. Alguns quebra-cabeças necessitam de movimentação de torres e pilares e outros são simplesmente questão de luz e ponto de visão. Até aí, tudo bem. O problema está quando o game começa lhe entregar partes da história em conta-gotas. E se você for tão curioso quanto eu, vai morder a isca do principal propósito do game, a exploração. Você estará entregue ao jogo, quando cada parte da história, te adicionam ainda mais dúvidas… E você segue jogando. São muitos porquês e a história tem um desfecho incrível.

O game é belo, tem jogabilidade simples e me foi uma grata surpresa. Preciso deixar meu agradecimento aos haters, pois sem eles, eu talvez tivesse perdido esse belíssimo jogo. Ah, lógico, também agradecer a Tequila Works por não ter desistido desse surpreendente projeto.

 

 

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Marcelo “Vingador Brambz” Brambilla é Gamer de Corridas, amante de carros e velocidade não perde a oportunidade de fazer um racha com a galera. Autor do Nós Nerds e colaborador ativo no Xbox Mil Grau.