SHINY – Análise Completa


Hoje é o dia em que os donos de Xbox ONE finalmente serão agraciados com o lançamento de SHINY, jogo brasileiro desenvolvido pelo estúdio Garage 227. Se você está na maior ansiedade de jogar, se está só curioso ou se nunca ouvir falar, estamos aqui para te contar um pouquinho do jogo e dar nossa opinião pessoal.

O que é?

No melhor estilo plataforma 2D de antigamente, o jogo se desenrola ao longo de 20 estágios. No caminho, você coletará power-ups que facilitam sua vida, como uma esfera de energia que funciona como escudo e um jetpack que permite você voar. Porém, cada ação sua consome energia e você deve pegar bateria e se recarregar em geradores para não ficar no meio do caminho.

Qual a história?

SHINY conta a história de um robozinho muito simpático chamado Kramer 227. Ele e outros robôs foram abandonados em um planeta condenado chamado Aurora. Sua missão é coletar energia e resgatar seus amigos robóticos para que escapem antes da inevitável colisão do planeta com seu sol. O jogo é voltado para toda a família, pois é isento de qualquer tipo de violência ou sangue. Além disso, é ótimo mostrar para a nova geração como era o estilo de jogos que nós, gamers mais experientes, curtíamos.

Como é a jogabilidade?

Muito boa! O jogo responde bem aos comandos. Obviamente que leva um tempo para você se acostumar com a mecânica de um plataforma 2D, ainda mais se você não jogou nenhum há um bom tempo como eu. Mas a curva de aprendizado é rápida. Os comandos são bem simples e quase sempre há mais de um caminho para escolher na fase, portanto, há um leve toque de exploração. A temática lúdica apela para um público mais infantil que, assim como pessoas novas no mundo dos games, não terão grandes dificuldades em jogar.

O jogo mescla muito bem todos os desafios de jogos clássicos, como sincronizar pulos entre plataformas, desviar de objetos e perigos, pegar o timming dos obstáculos e até fases de velocidade, onde você precisa de reflexos rápidos, aceitar que vai morrer muito e tentar decorar o cenário para passar com sucesso coletando todos os itens.

Tem itens para serem coletados?

Sim! Durante as fases, você precisa coletar baterias e achar seus amigos robôs. As baterias são necessárias para manter sua energia, sem o qual você “desliga” e volta para o começo da fase ou último checkpoint. Os seus amigos robôs você precisa salvar para resgatá-los do planeta. Além disso, a cada dois robôs salvos, você ganha um especial para ser utilizado, que te deixa invencível por um certo tempo. Ambos os itens contam para obter conquistas do Xbox/Steam e alguns deles estão muito bem escondidos.

Como são os gráficos e o som?

Lindos! A trilha sonora é excelente. Sempre muito bem encaixada com o cenário, ela dita o ritmo da ação. Os cenários são lindamente desenhados. O fundo é sempre maravilhoso, daqueles que dá vontade de ficar um tempo parado só apreciando a paisagem. Os obstáculos também são muito bons, mesclando bem com o cenário, dando aquele ar de que realmente se encaixam no ambiente, sem parecer algo colocado só pra te forçar a passar o estágio. Os robôs são muito fofos e cativantes. Por outro lado, as cutscenes não são das melhores. Elas são poucas e servem somente para contar a história, que não tem nenhum diálogo ou texto. Isso pode incomodar algumas pessoas, mas não foi meu caso. Por se tratar de um estúdio muito pequeno, é totalmente compreensível que eles tenham que priorizar alguns aspectos sobre outros.

Como são os personagens?

Kramer 227, o personagem principal, é bastante cativante. Você passa o jogo inteiro com ele e gostei muito dos aprimoramentos que ele recebe. Já os outros robôs não são tão marcantes. Embora muito bonitinhos quando aparecem na tela inicial e bem diferentes um dos outros, não chegam a ser memoráveis. Seria muito bom ter um envolvimento maior com eles, pois dá pra perceber que a equipe de desenvolvimento colocou muito carinho na hora de criá-los, mas essa falta de aprofundamento não chega a ser um problema.

Como são as conquistas?

Os nomes das conquistas são muito bons! O senso de humor do estúdio é muito apurado, fazendo referencias ao Exterminador do Futuro, Guia do Mochileiro das Galáxias e ao clássico Pitfall. Metade delas você vai acabar pegando ao longo da historia, já o resto exigirá um pouco de empenho, sendo que se quiser pegar todas, aí sim você terá um grande desafio pela frente.

Apesar do jogo ter 3 modos de dificuldade, todas as conquistas desbloqueiam em qualquer nível. Para realizar essa análise, joguei no modo fácil.

Última dica!

SHINY é o primeiro jogo do estúdio independente Garage 227, sendo que ainda acumula o titulo de primeiro jogo brasileiro feito em Unreal Engine lançado no Xbox. O jogo custará US$ 9,99, mas veio para o Brasil com um preço especial de apenas R$ 19,99, tanto no Xbox quanto no Steam. Essa atitude bastante inusitada do estúdio prestigia os gamers brasileiros.

Atualmente, o Garage 227 está trabalhando em seu próximo jogo chamado Tameless.

Fiquem de olho nas redes sociais dos Nós Nerds durante a BGS, para ganhar um código do Shiny, na quinta-feira, 12 de outubro.

Você já tinha ouvido falar de SHINY? Pretende jogar? Está curioso pra saber mais sobre o próximo jogo do Garage 227? Me manda uma mensagem no Twitter ou nos comentários e vamos falar mais sobre isso.

 

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Christian “Chrizeba” Bernauer é colaborador do Nós Nerds, gamer de coração, geek em tempo integral e pai entusiasmado.