Styx Shards of Darkness


Styx, o goblin falante, retorna em mais um aventura (ou seria desventura?) furtiva, que colocará o jogador para concluir missões repletas de guardas, anões e insetos asquerosos que podem ceifar sua vida com um único golpe,  caso você não furtivo o suficiente.

Styx: Shards of Darkness é produzido pela Cyanide Studios (Focus Home Interactive), produtora francesa, que tem no seu currículo jogos como “Blood Bowl” e “Of Orcs and Men”. A palavra do jogo é “furtividade”. Você terá de esgueirar por mapas enormes, tendo total liberdade de movimentação. Você pode ir por cima, por baixo, pelos lados ou usar todos estes caminhos. A decisão é sua. Apenas evite o confronto direto, esse não é o propósito do jogo e você irá se irritar, facilmente.

Styx, o inimigo de outrora dos humanos, se vê diante de uma importante decisão: Ajudar um humano a recuperar a confiança do seu pelotão. Pelotão esse que busca exterminar os goblins, por eles chamados de “praga verde”. Esse início já é meio confuso, capaz de dar um nó na história… Mas ela fica ainda mais interessante quando juntos vocês descobrirem que o vilão é um elfo negro que troca de corpo. Ok, ainda tem mais coisas pra frente, mas eu não quero estragar o jogo de ninguém entregando spoilers, apenas jogue.

A jogabilidade é abrangente. Você decide o que fazer, como fazer e quando fazer. Observar o padrão dos guardas é válido. Envenenar sua comida/bebida? Sim. Usar a invisibilidade e passar por todos eles sem ser notado? Sim, também. Não usar nenhuma habilidade e passar assim mesmo? Ok, também. Será mais dificultoso, mas o jogo te dá muitas alternativas Se sua abordagem não estiver dando resultado positivo, tente outra vez. Tente de outra forma. Essa é a graça do jogo. Eu posso descrever exatamente como eu fiz pra passar determinada fase e outra pessoa ter feito completamente diferente, a mesma fase.

Todas as missões têm quatro abordagens distintas que variam seu gameplay. A “Swiftness”, que determina o tempo pra conclusão da missão. Fazendo-a de forma rápida, você ganha a medalha de ouro. A “Mercy”, que calcula a quantidade de inimigos mortos. Zero mortes, medalha de ouro. A “Shadow”, que contabiliza o numero de vezes em que você fora avistado durante a missão, alertando os guardas. Se nenhuma vez, medalha dourada. E por fim, a “Thief”, que consiste em coletar todos os brasões (ou cartazes). Coletando todos, medalha dourada. Há uma conquista para os jogadores mais dedicados que concluírem todas as missões com todas as medalhas de ouro. Boa sorte.

Ah, a título de curiosidade, eu fiz “Shadow” em todas as missões. Ou seja, eu zerei o game e nenhum inimigo me viu. Os que me viram, morreram.

O game tem ainda a opção de “crafting”, onde você pode levar poções, lanças envenenadas e armadilhas pras missões, tudo de sua construção própria, após coletar recursos disponíveis no mapa e também uma árvore de habilidades, onde você pode fazer alterações na evolução de seu personagem. Essas alterações podem ser visando alguma medalha em específico, aliás. Como eu levei a parte furtiva do game a sério, eu gastei todos meus pontos em “stealth”. Pensando assim, você pode adaptar o Styx a sua melhor forma de jogar.

A inteligência artificial do jogo é bem trabalhada. Por vezes, eu ficava observando padrões dos guardas e muitos deles se alternam com o tempo, forçando o jogador a mudar a abordagem naquela situação. Guardas sonolentos terão dificuldade em avistá-lo à distância, já um guarda mais afoito, não. Cuidado com os guardas que andam rápido de um lado a outro, eles parecem que tomaram energético haha…E não hesitarão em buscar sua posição se lhe observarem mesmo que à grande distância. Os anões, além da visão, também o percebem pelo cheiro. Há também os insetos completamente cegos, mas com ouvido aguçado. Estes irão em busca de você mesmo que passe agachado. O lema com eles é manter a cautela e andar bem devagar, mesmo agachado.

Graficamente, o jogo não impressiona. Os inimigos se repetem bastante (apesar de eles terem uma IA muito bem balanceada) e a paleta de cores não é lá aquela delícia. Em contrapartida, os mapas são enormes e distintos uns dos outros. O que se estranha mesmo são as vozes dos personagens. A voz do goblin protagonista está 100%, coube bem ao personagem… mas os demais parece bem forçado. O game não está localizado e as legendas são somente em inglês, infelizmente, porque o humor de Styx é muito ácido. Ele faz piadas o tempo todo, de mau gosto, aliás. Sobre os inimigos, sobre o caráter das pessoas, sobre os documentos que ele lê… ele inclusive faz piadas citando seu jogo anterior, “Styx: Master Of Shadows”. É muito bacana porque Styx não é bem lá referência de bom caráter.

Um detalhe muito interessante que eu preciso dizer aqui é sobre a quebra da quarta parede. Styx conversa com o jogador quase que 100% do tempo. Durante as telas de “game over” então, ele faz piadas sobre você, como: “Você está usando o controle com os pés por acaso?”, “Você está transmitindo isso? Aposto tudo que o nome do vídeo é COMPILAÇÕES DE MORTES DE GOBLIN” e “Tem um easter egg nesse jogo com o endereço do designer que colocou aquela merda de buraco ali”. Hilário.

Styx: Shards of Darkness é recomendado para jogadores que buscam desafios acima da média e um prazer na conclusão de objetivos furtivos. O game exala furtividade, mas também lhe dá liberdade de escolha, seja o caminho a ser tomado, seja a abordagem sobre os inimigos. O jogot em poucos inimigos, mas estes são muito espertos, inteligentes e agem de forma diferente uns dos outros, o que torna o gameplay desafiante e prazeroso. Você tem inúmeros itens á sua disposição para facilitar seu progresso e deve usá-los com sabedoria, uma vez que são escassos. Um jogo que te dá orgulho de dizer aos amigos, que zerou sem ser visto uma única vez. Eu consegui. E você, consegue?

O jogo está disponível para XboxOne, PC e PS4.

 

 

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Marcelo “Vingador Brambz” Brambilla é Gamer de Corridas, amante de carros e velocidade não perde a oportunidade de fazer um racha com a galera. Autor do Nós Nerds e colaborador ativo no Xbox Mil Grau.