25 de fevereiro de 2024
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EscritosGames e Tech

Avatar: Frontiers of Pandora – Um jogo para Fãs

Antes de mais nada, é preciso deixar claro duas coisas: a primeira é que sou muito fã dos jogos da Ubisoft. A segunda é que Avatar não me interessa como franquia. Assisti ao primeiro filme, mas não me deixou empolgado como muitas pessoas; o segundo filme nem vi, embora tenha a assinatura da Disney Plus. Portanto, esta matéria sobre Avatar: Frontiers of Pandora trará uma opinião sobre o jogo e não sobre a franquia de James Cameron.

O jogo é situado entre os dois filmes, creio eu, mas não cita nenhum personagem dos mesmos. Então, você sabe que está em Pandora, lar dos Na’vi, o qual a organização RDA tenta explorar e para isso precisa eliminar ou pacificar os nativos do planeta. Isso leva ao conflito final do primeiro filme.

No game, você é um jovem Na’vi, da tribo Sarentu (dada como extinta), que está sendo educado em um complexo da RDA. Depois que sua tribo foi destruída em um conflito, você e outros jovens são educados como embaixadores dos humanos, mas perderam o contato com seus iguais, pois não podem sair do seu complexo educacional.

Esse processo de educação cai por terra com o conflito entre humanos e Na’vi, mas a maneira encontrada por uma pesquisadora de salvar a vida dos jovens é deixá-los em animação suspensa. Isso funciona, mas acaba sendo um problema maior, pois os jovens passam um longo período desacordados. Quando são despertados, eles fogem do complexo e buscam outros de sua raça para entender o que realmente são.

Avatar. Imagem ilustrativa
Tela de habilidades, as habilidades ancestrais são visiveis no mapa, mas estão em pontos elevados.

O gameplay me deixou com uma estranha sensação de não saber quem sou e nem o que devo fazer, algo como alguém que é retirado de um cativeiro de longo prazo e se vê livre pela primeira vez. Isso com certeza é a ideia dos realizadores; você precisa conhecer várias tribos diferentes de Na’vi para entender as histórias de sua tribo.

Você começa a percorrer a selva atrás de tarefas ou derrubar as instalações da RDA, atacando humanos que estão poluindo seu mundo. No entanto, é neste ponto que o jogo se torna diferente dos demais jogos da Ubisoft. A selva é muito densa, e o jogo não tem um sistema de direcionamento simples. Sem mini-mapa, você precisa olhar o mapa o tempo todo durante o gameplay. Como eu já fiz excursões na Floresta da Tijuca, sei o que é perder a orientação em mata fechada. Isso acontece no jogo, principalmente para quem precisa subir em montanhas que flutuam e árvores gigantes em Pandora.

Avatar. Imagem ilustrativa
Outras tribos de Na’vi vão lhe reconhecendo como um dos últimos Sarentu

É muito comum você tentar subir em um obstáculo que só pode ser alcançado pelo outro lado, saltando de cima de uma árvore que estava conectada a outras três árvores. Isso torna a exploração um pouco cansativa.

Os inimigos são fortes e podem acabar com você em poucos disparos, sendo incrivelmente eficientes em atirar em floresta densa. Acho até que conseguem atirar por dentro das árvores. Existem, hoje, munições capazes de fazer isso; imagina no futuro.

Avatar. Imagem ilustrativa
Uma rápida olhada no mapa, pode não ser o suficiente para você se localizar no game.

Quem é mais fã da franquia Avatar vai gostar bastante da experiência do game. Aqueles que não são atraídos por incorporar um Na’vi podem achar muito estranho correr entre árvores e tentar chegar a lugares muito altos sem a menor orientação do jogo.

Avatar. Imagem ilustrativa
O visual do jogo é muito bonito, mas a selva fechada pode desorientar o jogador.

Agradeço à Ubisoft pela cópia para Xbox Series S. Avatar: Frontiers of Pandora está disponível para PC, PS5 e Xbox Series X|S.

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Sgt Rock 1967

Eduardo "Sgt Rock 1967" Rocha é o idealizador do Nós Nerds! Técnico em informática e gamer inveterado e veterano.

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