29 de novembro de 2023
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EscritosGames e Tech

My Friend Pedro – Entre a Psicodelia e o Tiroteio

Esse é um dos games mais non-senses que eu já joguei na vida. Ainda assim, ele é extremamente desafiador e, em algumas partes, chato. Mas vamos por partes, antes é preciso dizer que esse game é baseado em outro que fora desenvolvido para o Adobe Flash e publicado pela Adult Swin. O game é do estúdio DeadToast que fora fundado por Victor Agren, e fez basicamente tudo no game, exceto as músicas.

A dinâmica de My Friend Pedro é intensa. No game nós controlamos um personagem mascarado que pode controlar o tempo por alguns segundos enquanto baleamos tudo e todos que aparecerem na nossa frente. O fato de ter que usar os dois analógicos, para mim, foi bastante complicado no começo. Eu tenho pouca ou quase nenhuma coordenação, então me acostumar com os comandos demandou certo tempo.

Umas das coisas mais divertidas do game é a possibilidade de usar objetos do cenário para destruir os adversários. Um dos itens disponíveis é uma amigável frigideira de ferro que pode ricochetear balas nos adversários. O arsenal de armas disponível não é muito vasto, há 7 variações possíveis, entre armas de empunhadura única, como a espingarda, ou dupla, como os revólveres. Mas é até melhor assim, não complica a vida de jogadores menos habilidosos como eu.

Na história, nosso personagem mascarado está no interior de um açougue e Pedro, a banana, aparece para nos ensinar o básico do game e informar que fomos sequestrados e precisamos fugir dali para não virar carne de churrasco. Sim, bem bizarro. No decorrer do game nós conhecemos um pouco melhor a falante banana enquanto fuzilamos os adversários pelas fases.

Os desafios, no começo, não são tão desafiadores. Mas mais pro final, uma sequência de telas têm uma espécie de raio laser que me custou para passar, essa é a parte chata que eu comentei no início. Para mim soou um pouco desproporcional a diferença no desafio, mas nada que morrer dezenas de vezes não me ensinasse uma lição.

My Friend Pedro possui uma trilha sonora que não atrapalha mas também não chama tanta atenção. Ela cumpre bem o seu papel de entreter o jogador e sem tirar a sua atenção. Os gráficos também não são os melhores do mercado, mas não chegam a ser um problema, ele cumpre bem sua proposta.

Uma das partes que me chamou a atenção foi o movimento fluído do personagem principal. Suas acrobacias são bem executadas e ele parece bailar no ar e no chão, usando o botão de esquiva. As batalhas contra os chefes são desafiadoras e utilizam todas as mecânicas presentes no game, então esse é um ponto extremamente positivo para o game.

Em suma, o game cumpre bem a sua proposta de divertir o jogador e possui ainda um plot twist no final. Recomendo o My Friend Pedro para aqueles que já estão familiarizados com o gênero e para quem é fã dos jogos publicados pela Devolver Digital, que seguem uma linha e possuem grande qualidade.

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Ailton Bueno

Um treinador de Pokémon aposentado que abandonou a carreira para escrever sobre joguinhos. Nos tempos livres, eu me enveredo pelos mais longos JRPGs que encontro e perco várias horas treinando explorando os mundos.

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