12 de junho de 2024
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EscritosGames e Tech

Papo de Bar: D4 Dark Dreams Dont Die

São poucos os jogos que me prendem do início ao fim, sem tempo para largar por outro ou mesmo pensar em outro título. Se eu me esforçar um pouco, posso lembrar de alguns mas, Dark Dreams Dont Die é o que eu mais uso de exemplo.

Sempre quando eu preciso mencionar de um jogo da qual eu me apaixonei completamente, ou tive que varar a madrugada toda jogando, fazer 100% logo ou eu lamentei quando acabou, eu lembro de D4.

Essa sigla é meio complicada para nós brasileiros, sempre gera risos e piadinhas mas o nome do game ilustra muito bem o que você irá encontrar nele todo. “Sonhos escuros não morrem”, parece lá um filme de terror ou uma série clichê sobre vampiros que brilham (Não….) mas é apenas um game, que usa de objetos para transportar seu personagem principal para um emaranhado de problemas que no início não fazem sentido nenhum.

Alias, não fazer sentido, é maestria nesse jogo. Nada faz muito sentido mesmo, apenas a busca do protagonista na solução de problemas e aquelas pataquadas todas de detetives. Um Sherlock Holmes em anime? Personagens fazendo cosplay de animais e outros dentro do seu “sonho escuro” fazendo uso de substancias ilícitas (parece que são) num vem e vai de realidade alternativa não tão alternada assim?

Dark Dreams Don’t Die é um misto de emoções, por hora você odeia aquele e ama esse. Depois tudo vira de pernas pro ar. E de novo. E de novo. Há momentos do game que você já espera que aquilo não é real, tudo será explicado para sua realidade e no entanto, o jogo esfrega na sua cara detalhes que, não, você não estava sonhando. Ficar nesse paralelo entre crer e não crer é muito bom dentro do jogo. Confesso que na vida real, eu já teria largado um baita palavrão.

Sempre que posso, eu recomendo que as pessoas joguem D4. Sim, eu fiz de propósito. Eu sei que você riu. Sério, sempre que posso eu recomendo que as pessoas joguem Dark Dreams Don’t Die. Esse jogo já foi oferecido com descontos, já foi oferecido no programa “Games With Gold” e atualmente faz parte do programa “GamePass”. Em breve ele irá sair mas ele vale a compra, por mais que saia do programa.

Considere fazer parte do jogo, entender o esquema de gameplay (que é um tanto estranho) e observar os personagens e situações que tomam sua volta. Não jogue D4 (parei) com nenhum outro jogo mais. Comece e fique nele. Tente entender as premissas do game e você estará diante de uma belíssima história, contada dentro de objetos que transportam seu personagem, através de nuances e detalhes e que farão você ir e voltar várias vezes, dentro do seu “sonho escuro” para perceber todas as alterações.

Ao final do game você descobre quem é o vilão desse capitulo (sim, o jogo foi pensando para ser vendido em capítulos) e é pego de surpresa pelo jogo, pois toda a parte que eu não havia entendido, o vilão nas sombras (do sonho?) vem conversando com você nos momentos finais explicando e amarrando toda a trama, quando ele finaliza o diálogo, só lhe falta saber quem ele é na trama.

Então ele se revela e o jogo acaba. Tirando a parte do “e o jogo acaba”, quantos outros games você pode citar tão envolventes quanto este que carregam a história e se entregam assim? Você vai citar alguns ótimos títulos. E porque Dark Dreams Don’t Die não caiu no gosto dos jogadores como esses outros títulos que você pensou?

Dark Dreams Don’t Die tem um começo muito lento e confuso. Somado ao seu gameplay em partes irritante, pode frustrar boa parte dos jogadores. Lembra muito o primeiro episódio de Life Is Strange, outro jogo com uma história incrível e competente.

Jogadores que, por 1 ou 2 horas de gameplay, deixam de conhecer um excelente título que intriga até os mais céticos dos jogadores.

 

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Marcelo Brambilla

Marcelo "Vingador Brambz" Brambilla é Gamer de Corridas, amante de carros e velocidade não perde a oportunidade de fazer um racha com a galera. Autor do Nós Nerds e colaborador ativo no Xbox Mil Grau.