25 de fevereiro de 2024
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EscritosPapo de Bar

Papo de Bar: Winning Eleven

Quando uma segunda feira chega, muitos jogadores ficam suspirando pelo próximo final de semana. Os dias vão passando e aquele alívio de 17 horas de sexta feira parece nunca ser suficiente. As horas se arrastam e o relógio parece torcer contra você, que espera ansioso pelas 18 horas. O churrasco está combinado, a galera toda já está avisada e os controles estão separados. Refrigerante pra uns, cerveja para outros, a jogatina está montada.
TV na varanda, cadeiras a postos, fios e extensões. Tudo dentro do planejado. 18 horas. A despedida vem carregada de alívio e esperança. Alívio por estar prestes a exercer a função da qual você julga ter nascido para. Esperança de revanche em cima daquele amigo que “reinou” no final de semana passado. Tudo pronto, é hora do futebol!

Mas não espere você por chuteiras, meiões no joelho, bola de capotão e uniforme. O futebol é virtual! Cada um toma seu assento, se acomoda e definem os times. É hora de criar a liga. A briga começa já na criação dos times, esse final de semana promete. A mãe (namorada e esposa pode ser) já prepara os ouvidos pois dali, boa coisa não vai sair. Os palavrões serão mais certos que sermão de padre em missa de domingo. O futebol começa.
Quem aqui nunca reuniu amigos, namoradas, vizinhos e até mesmo esposas para a jogatina de futebol em casa? Eu falo partindo do gênero masculino, pois estou falando da minha pessoa, mas sei que muitas meninas, esposas, também jogam. Reunem-se para aquela “partidinha de futibas”. Eu hoje não sou muito chegado em futebol virtual, nem mesmo real, pra ser sincero. Gosto sim de partidas clássicas e confrontos internacionais mas não posso me dizer fanático por futebol, estou muito longe disso.

Nos idos de 2003 e 2004, a série Winning Eleven (que também é conhecida como Pro Evolution Soccer) já havia se estabelecido como um ótimo e divertido jogo de futebol para consoles. O modo Master League era muito viciante. Poder montar seu próprio time e contratar novos jogadores era fantástico. Os gráficos, que hoje podem ser encarados apenas como um amontoado de quadrados, eram bonitos e por vezes enxergávamos um jogador no campo, pela sua careca ou até mesmo pela cor de cabelo ou chuteira diferenciada.

Verdade que Winning Eleven trouxe aos consoles essa diversão sem compromisso de um futebol virtual, mesmo que este seja longe da realidade, seja por chutes de longínqua distancia ou por códigos que deixavam os personagens cabeçudos. Era engraçado. Era divertido. E trazia o ódio e a desavença para dentro de nossos lares. Faz parte. Era muito comum discutir com o amigo por conta daquele gol, típido de Winning eleven, que o jogador chegava na cara do gol e tocava pro lado. Pior, o ódio consumia a alma quando jogadores mais habilidosos (e afim de causarem a discórdia) faziam o famoso drible do “chute fake”, onde o jogador corta pro lado um chute, forçando o carrinho alheio. Ou um pênalty no goleiro. Ou a cara queimando na churrasqueira. Ou um palavrão que vinha a mãe e o padre rezar pela sua alma na varanda.

Com a chegada dos modificados, a brincadeira ficou ainda “regional”. O que antes era uma briga em seleções internacionais (ou mesmo em clubes que apenas se assemelhavam aos reais), com os “Bomba Patch” da vida, a briga se tornou clássicos do futebol, como Palmeiras e Corinthians, Vasco e Flamengo, Grêmio e Internacional. O lance agora era mais pessoal.

Como se já não fosse pessoal o bastante o cara comer churrasco na sua casa, tomar do teu refrigerante e ainda ter dar um chute fake na cara do goleiro, fazendo o gol da virada aos 45 do segundo tempo.

É por essas (e muitas outras) que a segunda feira demora passar. Você fica imaginando o final de semana chegar pra então poder se vingar desse maldito. Dessa vez lá na casa dele. Comendo o churrasco dele. Tomando o refrigerante dele. Fazendo um gol com chute fake na cara do goleiro, ganhando de virada uma partida aos 45 do segundo tempo.

Berros, xingos, ameaças e carne na brasa. Bons tempos.

 

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Marcelo Brambilla

Marcelo "Vingador Brambz" Brambilla é Gamer de Corridas, amante de carros e velocidade não perde a oportunidade de fazer um racha com a galera. Autor do Nós Nerds e colaborador ativo no Xbox Mil Grau.

2 thoughts on “Papo de Bar: Winning Eleven

  • Leonardo Nery

    Por mais que “evoluam” os jogos de futebol, para mim o WE4 será sempre o melhor. Incrível como até hoje ele é divertido. Talvez porque traga a essência do jogo, sem firulas.

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    • Sgt Rock 1967

      Não é muito minha praia… Mas o que é a vida sem evolução?

      Resposta

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