23 de junho de 2024
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EscritosGames e Tech

Company of Heroes 3 – Voltamos a Itália da WWII

O RTS da Relic Entertainment, Company of Heroes, retorna e atinge a sua melhor versão em gameplay, mas com uma campanha tediosa.

Company of Heroes 3 é a sequência de uma franquia que já é bastante conhecida e adorada pelos fãs. Tanto Company of Heroes quanto Company of Heroes 2 são considerados bons jogos de RTS (Real Time Strategy), e sua ambientação na Segunda Guerra Mundial é muito bem-feita.

O terceiro jogo da franquia nos transporta novamente para a segunda guerra, mas agora com foco na campanha da Itália. O jogo também permite a você controlar a Afrika Corps, na campanha nazista que ocorreu no norte da África.

Nós tivemos acesso ao jogo no PC, e nessa publicação vamos expor nossas primeiras impressões sobre o jogo.

Gráficos e Desempenho

Company Of Heores 3 é um jogo graficamente agradável, que rodou sem maiores dificuldades durante o nosso teste. Durante as partidas, ou até durante o matchmaking, não notamos bugs ou erros que realmente impactassem a diversão. Contudo, durante a campanha dinâmica, que combina partidas RTS e gerenciamento do seu exército em um RPG de turnos, slowdowns eram constantes durante a movimentação das tropas ou enquanto navegamos pelo mapa.Company of Heroes. Imagem ilustrativa

Os requisitos mínimos do jogo são bem baixos, mas é importante salientar os requisitos recomendados: 16GB de RAM, placa de vídeo Nvidia GTX 1660 ou AMD Radeon 5600x ou equivalente; processador Intel i7 de oitava geração ou AMD Ryzen com 8 cores acima de 3000mhz.

Pode parecer estranho listar os requisitos para PC de um jogo que tem versão para PlayStation 5 e Xbox Series S/X, ou seja, que deveria rodar sem problemas. Mas a questão é que os nossos testes foram realizados em uma configuração bem acima da recomendada (i7 11800 +RTX 3070 e 16GB de RAM), e mesmo assim o jogo teve os slowdowns citados anteriormente. Por ser um jogo com foco mais competitivo, o uso de uma configuração de vídeo que foque em desempenho é a melhor opção.

Jogabilidade

As principais mudanças em relação aos jogos anteriores, são o novo motor gráfico que permite gráficos mais realistas e um sistema de “linha de frente dinâmica” que torna o combate mais fluido e imprevisível. A resposta aos comandos é ótima, e realmente o gameplay é onde CoH3 se destaca.

O controle das unidades é bom, e relativamente fácil de aprender, caso você não conheça a franquia. O jogo te dá opções como parar o gameplay totalmente para tomar decisões táticas caso esteja jogando conta a máquina, o que é muito interessante. Outro detalhe é que agora podemos usar tanques para carregar unidades da tropa, trazendo mais velocidade ao deslocamento se usado de forma inteligente.Company of Heroes. Imagem ilustrativa

No geral, tanto o lado multiplayer como as partidas em Coop contra a inteligência artificial, são desafiadoras, mas muito satisfatórias. É o tipo de jogo que um fã de RTS vai perder horas jogando sem perceber. Na verdade, em Company of Heroes 3 qualquer jogar que se dispor a aprender a jogar vai gostar do ritmo e se sentir recompensado enquanto domina o jogo.

Campanha Single-player

A campanha single-player, que se passa na Itália durante a Segunda Guerra Mundial, e os novos recursos de personalização do exército, permitem aos jogadores criar seu próprio exército personalizado com unidades e equipamentos escolhidos por eles. Isso é interessante em um primeiro momento, mas com poucas horas de jogo se torna um problema.

O modo com que a campanha single player flui é ruim, pois a ideia de mesclar gerenciamento e turnos com o combate em RTS atrapalha o ritmo do jogo. Você é forçado a tomar decisões táticas, e essas escolhas influenciam o seu relacionamento com seus comandados. Por exemplo, favorecer o exército britânico trará bonificações para as unidades britânicas e para o uso da marinha, mas piora sua relação com o exército americano e os membros da resistência italiana, ao ponto de você perder atualizações ou gerar um atraso na evolução das unidades menos favorecidas.Company of Heroes. Imagem ilustrativa

Resumindo, o jogo deixa de ter uma campanha de RTS, que tem batalhas divertidas, para um tipo de mistura de dating sim com RPG em turnos. Se a campanha apenas considerasse suas escolhas táticas, como deixar de avançar para um porto que fica na outra costa da Itália, que levaria muitos turnos, para avançar e tomar um porto que fica há 2 turnos de distância, tudo bem. Mas ao fazer isso, você perde afinidade com o comandante britânico, pois essa escolha era a preferida do exército americano. Isso atrapalha a evolução das tropas e não faz sentido.

Além desse gerenciamento desnecessário, a composição das jogadas em turnos é lenta e tediosa. Você fica mais tempo realizando o movimento das tropas, do que em uma partida em tempo real. Geralmente as partidas são oferecidas ao jogador quando encontramos um inimigo maior ou temos um objetivo importante. As partidas que não têm objetivos chave pode ser automáticas, então você não precisa jogar a maioria das partidas de RTS na campanha de um jogo de RTS.

Fica claro que houve um interesse em inovar, o que é válido, mas uma campanha simples apenas com as opções táticas seria mais do que suficiente aqui.

Conclusão

Company of Heroes 3 é um jogo que mantém a essência da franquia, onde tanto fãs antigos quanto novos jogadores que gostam de RTS vão ficar satisfeitos com o gameplay. Contudo, quem procura um jogo com campanha single player pode se decepcionar. Sinceramente, recomendo pular completamente a campanha e considerar somente os modos multiplayer caso queira jogar.Company of Heroes. Imagem ilustrativa

Isso é um fator muito importante, pois caso você ignore a campanha, o jogo fica muito restrito apesar do ótimo gameplay. Se você já não considera a campanha single player um grande fator, então não deixe de jogar Company of Heroes 3. Ele é digno da franquia, e com certeza deve receber muitos elogios ao longo do tempo.

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Felipe Negrão

Felipe "omegawpnx" Negrão, ou somente Omega, não se descolou de Destiny nos ultimos 3 anos, e continua pela Torre até hoje. Quando pode, ele joga um RPG ou até se arrisca no FIFA.

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