20 de maio de 2024
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EscritosGames e Tech

Felix The Reaper: Amor Além da Vida (e Morte)

Desenvolvido pela Kong Orange, Felix The Reaper é um jogo de puzzle com visão isométrica, no qual o jogador precisa manipular objetos e sombras do cenário para resolver os problemas que o jogo propõe.

Com uma temática de comédia romântica, o jogador controla Felix, funcionário do Ministério da Morte que, ironicamente, se apaixona por Betty, funcionária do Ministério da Vida. Por conta desse infortúnio, eles nunca se encontram.

Para tentar conquistá-la, Felix aprende a dançar e decide aceitar um ‘trabalho de campo’, indo para a Terra, onde vida e morte sempre se encontram. Assim, ele acredita que poderá se aproximar de sua amada.

Felix The Reaper
Trabalho de campo do Felix

Mecânica

O jogo tem uma mecânica tradicional e bastante simples: point and click. Simplesmente coloque o cursor para onde você quer mover a pressione o botão correspondente à ação (A no Xbox, X no PS4).

Embora seja um jogo de puzzle, há uma história e motivação por trás. Felix quer conquistar sua amada Betty, como já mencionado. Ao encarar os trabalhos no planeta Terra, que correspondem às fases do jogo, o jogador perceberá que elas apresentam uma história, ainda que bastante simples.

Nas primeiras missões por exemplo, um caçador arremessa sua lança num cervo e erra. Nesse momento, o tempo congela, e o jogador precisa de alguma forma colocar o cervo no caminho da lança.

Felix The Repaer
Visão isométrica do gameplay

Não há diálogos nessas histórias. A única voz que se ouve é a do chefe do Felix que constantemente conversa com ele. As histórias são regadas de bom humor, com pitadas aqui e ali de humor negro.

O jogo é bastante colorido e a arte ajuda muito a entregar o humor que o jogo pretende. Os personagens são bem caricatos, com características físicas sempre exageradas e marcantes. Dá para dar umas boas risadas quando rolam as cut scenes.

Uma mecânica que chama atenção é a habilidade que o personagem tem de manipular as sombras. Felix so consegue se mover por elas. Acionando o comando correto, o jogador move o sol (e consequentemente as sombras do cenário) a um ângulo de 90 graus, e assim conseguirá abrir mais caminhos para se mover.

Como o Jogo Evolui

Embora haja uma história que motive Felix The Reaper, não há um grande desenvolvimento das mecânicas. Do início ao fim, o jogador se encontrará fazendo basicamente a mesma coisa: movendo as sombras, barris e outros objetos até chegar a determinado ponto do cenário.

Pequenos detalhes de mecânica são adicionados à medida que se avança no jogo, como por exemplo, entrar em um cano e aparecer do outro lado do cenário. Ou mover bandeiras para que elas façam sombra e o Felix possa caminhar. Mas como falei, são só pequenas nuances de mecânica, nada que consiga dar uma refrescada no jogo.

Some-se a isso a dificuldade dos quebra cabeças, principalmente nos últimos capítulos. Você vai se encontrar maluco com algum ponto certamente. E não duvido que você precisará reiniciar o nível de tão perdido que você se encontra.

O jogador pode abrir o menu e selecionar a opção para o jogo mostrar qual o próximo passo. Isso ajuda bastante, mas acredite: muitas vezes nem isso vai funcionar. Se você gosta de quebra cabeças, pode ser um prato cheio. Mas se você só quer jogar e se divertir um pouco, pode ser frustrante.

A Música

Felix adora dançar. Ele usa um headphone durante todo o jogo. Entretanto, isso não tem absolutamente nenhuma influência no jogo. Não há nenhuma mecânica que de alguma forma se aproveite ou utilize isso. A paixão do Felix pela música acaba sendo algo esquecível.

Felix The Reaper
Vamos dançar

A própria música do jogo, apesar de ser muito bem produzida e mixada, acaba se tornando repetitiva. Isso acontece também porque não é raro você se encontrar preso em alguma fase, tentando descobrir o que fazer. E aí enquanto você estiver preso, você vai ouvir a mesma música, sempre e sempre.

Mas um detalhe muito legal a respeito desse ponto é que, sempre que você faz algo certo no sentido de resolver o quebra cabeça, aparece na tela alguma citação (frase) de alguma música. Com citações que vão de É O Tchan a Chico Buarque e Vinícius de Moraes, esse detalhe ficou realmente muito interessante.

Isso me leva a falar de um ponto muito positivo do jogo: a versão brasileira. Os poucos diálogos que ocorrem estão em inglês, mas com legendas. As legendas são excelentes! O time que trabalhou nelas está de parabéns, com destaque para as escolhas das citações das músicas que falei acima.

Não joguei em inglês, então não sei quais foram os originais selecionados, mas as citações em português combinam perfeitamente com o que está acontecendo tanto no jogo quanto com o personagem. Fazer algo correto no jogo e ser recompensado com um “ah, vai ter que rebolar” é demais! Um trabalho louvável nesse aspecto.

Considerações Finais

Felix The Reaper é um jogo bem intencionado, com mecânicas simples, mas com poucas inovações. O jogo é bonito, artisticamente coeso, e cumpre bem o papel de ser bem humorado.

A repetição, juntamente com alguns trechos de quebra cabeça obtusos, deixa a experiência um pouco frustrante. Além disso, o próprio personagem poderia ter sido melhor explorado, e sua motivação, bem como sua paixão pela música e dança, poderiam ter sido melhor convertidos em mecânicas de jogo, o que não acontece.

Se você joga no Xbox e assina o GamePass, vale a pena tentar. Caso contrário, sugiro que espere uma promoção para pegá-lo mais barato.

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Felipe Grisi

Felipe "fGrisi" Grisi, músico, sound designer e gamer! Me adiciona na live e no Mixer (/FelipeGrisi) para trocarmos uma ideia!

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