23 de junho de 2024
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Cinema e TVEscritos

Game Of Thrones Não Abandona Sua Essência Nem no Fim do Mundo

Depois de uma sétima temporada que desceu mais um degrau na qualidade, Game of Thrones retornou para a parte derradeira com coragem. Exibido neste domingo (14), o primeiro episódio da oitava temporada retoma sua essência e mostra que nem mesmo no fim do mundo há trégua política entre dissidentes.

No Norte

“Winterfell”, episódio dirigido por David Nutter e escrito por Dave Hill acentua apenas simbolicamente o perigo que não está mais apenas além-Muralha. Em um ritmo bastante interessante, a opção do episodio foi diminuir um pouco a sensação de urgência dos últimos acontecimentos, já que no final da temporada passada a Muralha foi derrubada e Westeros foi invadida. A escolha denota cuidado e mostra que os produtores sabem que o âmago da série não é a magia, e, sim, o conflito político causado por diferentes visões de mundo.

O problema político é evidenciado na desconfiança de Sansa em relação à rainha Daenerys, que pisa pela primeira vez em terras nortenhas, e no próprio desagrado de outras famílias do Norte em relação ao mesmo fato. Além disso, existe ainda o descontentamento pela renúncia de Jon Snow como King in the North e a convocação do exército Lannister para ajudar na Grande Guerra.

No mais, o episódio mostrou na região reencontros importantes e definidores. Jon, Sansa, Arya e seu-não-mais-irmão Bran. Arya, Gendry e Cão. Jon e Sam (o que gerou um momento definidor para o rumo da série) e por último, e não menos importante, Jaime e Bran.

O acontecimento, que encerrou esse primeiro episódio, acabou fazendo um espelho com o final do primeiro episódio da primeira temporada da série. Apesar da curiosidade, não é de crer que a encarada entre o Lannister e o agora Corvo de Três Olhos terá muita importância. Bran transcendeu da fase humana e aparentemente seus acontecimentos em vida já não são tão relevantes assim, uma vez que até seus irmãos têm importância diminuída no momento. A importância da cena é mais simbólica do que qualquer outra coisa.

Além disso, novos elementos da ameaça White Walker foram mostrados e personagens queridos foram mostrados vivos, casos de Tormund e Beric Dondarrion.

No Sul

Na parte sul do continente temos o retorno de Euron Greyjoy a Porto Real com sua prometida Companhia Dourada. O novo exército particular de Cersei, apesar de numeroso, tem um desfalque importante: os elefantes. A falta dos animais gera incômodo na rainha Lannister, mas ela sabe que não pode, pelo menos agora, desfazer uma aliança tão recente com quem lheu forneceu proteção substituta, já que seus homens foram enviados para lutar a batalha que realmente importa.

A ousadia do rockstar Euron acaba até lhe rendendo uma noite na cama da rainha. A decisão de Cersei ainda carece de explicação, mas em um primeiro momento parece mais uma de suas concessões políticas para seguir aquele mantra: Mantenha seus amigos perto e seus inimigos mais perto ainda. Euron será agraciado por enquanto. Mas só por enquanto.

Outro fato marcante na capital do Reino é o pedido do meistre Qyburn a Bronn. Lembrando do patricídio  cometido por Tyrion e do abandono de Jaime (que preferiu lutar a Grande Guerra), Cersei pede que o meistre entregue ao cavaleiro de Água Negra a mesma besta usada pelo anão para matar Tywin. A arma deverá ser usada para acabar com a vida dos dois irmãos  da rainha, caso a batalha contra os White Walker não lhes dê esse fim.

Além de saber se Bronn vai aceitar o comando, fica a dúvida se Cersei realmente pretende se livrar da única pessoa pela qual ela teve algum apreço durante a vida. Seu irmão gêmeo/pai de seus filhos mortos parecia (até agora) ser a única pessoa que poderia escapar de seu senso inesgotável de vingança e sanha por poder.

Escolha Corajosa

A escolha pela trama mais política, que apesar de ser o centro da série, é corajosa por dois motivos. Primeiro porque esta última temporada tem apenas seis episódios para desenrolar dezenas de tramas particulares. Mesmo durando mais tempo do que a média nos anos anteriores, era de se esperar narrativas mais aceleradas e menos preocupadas com desenvolvimento e adição de novos conflitos. A essa altura ainda se preocupar em mostrar relações conflituosas por causa de visões de mundo diferentes é bastante ousado por parte dos produtores. Isso vai se demonstrar acertado ou não ao final da temporada.

Segundo motivo é a própria pressão dos fãs. Anteriormente, principalmente na sétima temporada, a ideia que foi passada é que as escolhas nas tramas foram decididas quase que exclusivamente por fan service, e não por decisões criativas debatidas. Esse começo de oitava temporada foi diferente. Apesar dos reencontros e revelações, “Winterfell” é um episódio com o freio de mão puxado e que não reflete a urgência do momento vivido por 100% dos personagens. Isso é bom porque aponta que muito possivelmente ainda teremos fatores políticos relevantes que farão a diferença no Confronto Final.

O Nós Nerds assistiu a estreia da oitava e última temporada de Game of Thrones em grande estilo. Convidado pela Samsung Brasil, o site prestigiou o evento na sala de cinema LED  Samsung Onyx 4K do Cinépolis do shopping JK Iguatemi, em São Paulo. Além da estreia aguardada de GoT, a noite marcou uma apresentação do novo modelo de TV Qled 8k da Samsung.

É até difícil capturar a qualidade da imagem com um celular padrão

O modelo Q900R, que já foi lançado no Brasil e já está disponível nos principais varejistas, tem mais de 33 milhões de pixels, o que entrega definição e profundidade de imagens incríveis. O modelo Q900R está disponível nos tamanhos 65″, 75″ e 82″.

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Carlos Palmeira

Jornalista/paulistano/26 anos/Corintiano Tenho mais tempo jogando Pokémon Crystal do que dormindo