15 de junho de 2024
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EscritosPapo de Bar

Papo de Bar: Tomb Raider

Dos poucos jogos onde o personagem se sobressai a franquia. É crível você encontrar pessoas que conhecem a personagem e não conhecem o jogo, o contrário não existe. Lara Croft, a filha única queridinha do arqueólogo senhor Croft, herdeira de toda a riqueza… mas isso não foi suficiente para evitar os seios triangulares. Eu comecei muito tarde na área dos videogames, é fato, porém, comecei como os mais antigos começaram, pelo Atari e, dito isso, é certeza que aqui todos se lembram daquelas revistas com 99 “demos” de jogos para PC? Pois bem, foi em um CD destes o meu primeiro encontro com Lara Croft. É, com Tomb Raider.

O PC do meu irmão não era nenhuma máquina parruda, com toda certeza o meu celular hoje é mais competente que a máquina que ele tinha em casa mas ainda assim rodou Tomb Raider. E também Sim City. Só esses dois.

Aquelas cavernas, aqueles tigres (que mais pareciam um labrador anabolizado), aqueles corvos ou sei lá quais pássaros eram. Os testes na mansão Croft me trazem boas lembranças… deixar o mordomo preso em algum cômodo era deveras engraçado. O jogo tinha o seu charme e caiu na graça da galera. O personagem ganhou status de celebridade e a produtora se viu diante de uma mina de ouro. Tal como Assassins Creed sofreu, Tomb Raider foi, literalmente, estuprado entre gerações. Os jogos perdiam cada vez mais sua essência, apelando na história para bizarrices e por vezes tirando o foco da personagem. Os fãs queriam aquela moça, não ingênua e sim perspicaz, capaz de dar saltos e atirar com pistolas ao mesmo tempo. Talvez os seios triangulares não fossem atraentes mais (nem mesmo é o foco) mas os jogos eram. Em uma vã tentativa de resgatar a celebridade Lara Croft, até filme tentaram. A coitada da Angelina Jolie, uma excelente atriz, nada tem a ver com isso e ainda acho que ela é fisicamente parecida com Lara Croft mas assim como os jogos, o filme não se sustem. Eu confesso que assisti uma única vez e, como eu sou péssimo pra filmes, não desejei assistir novamente. E assim como a data de aniversário da minha ex-namorada, fiz questão de esquecer.

Eu nunca fui um fã fervoroso de Tomb Raider e quando anunciaram o ‘reboot’ da franquia, eu dei de ombros. O marketing na época foi pesado, inúmeros trailers de divulgação, bastidores, entrevistas, motion capture… fomos bombardeados de notícias sobre. Por um lado é legal você saber o desenvolvimento e tal, mas, pra muitos aquilo soou como muita promessa. Alguns chegavam a comparar com a época do lançamento do filme, que também teve muito alarde na mídia e por sua vez… bem, deixa quieto.

Todos fomos pegos de surpresa com esse jogo, até mesmo quem não estava tão afoito por ele (meu caso), se rendeu aos números de vendas e os elogios dos amigos que já esperavam ser um jogo “meia boca”. Com base nisso, tive minha primeira experiência, após tanto tempo, com o reboot no 360. E recentemente eu rejoguei a versão “definitiva” já no Xbox One. O reboot se fez valer, pois realmente, você recomeça a história da senhorita Croft. O jogo é muito competente e, como todo reboot deveria ser, põe uma pedra sobre os jogos anteriores, principalmente nos seus defeitos. O “recomeço” foi divertido, intenso e bonito. Tão bem aceito por todos que ganhou uma continuação, a “Rise Of Tomb Raider”. Essa eu confesso que não joguei, as opiniões no entanto se dividem. Alguns amigos consideram melhor que o reboot e outros consideram que não, que o reboot teve maior impacto. A verdade é que, eu não conheço o jogo mas pretendo conhecer, sua próxima aventura tem nome de “Shadow Of Tomb Raider” e lança bem em breve, oque me deu mais força para trazer esse texto. (E puxar o segundo jogo pra frente da fila).

Eu não sei se o reboot trata de uma trilogia ou algo do tipo mas, sei que sua terceira versão sai agora em Setembro. Eu tenho me esquivado de spoilers do segundo jogo, pois, eu o tenho aqui, já fiz a compra a muito tempo e obviamente irei jogar antes do terceiro. Aparentemente, pela movimentação de alguns amigos jornalistas da área, novos detalhes sobre o terceiri jogo irão surgir na internet pouco antes deste texto ir ao ar. É bem possível que você esteja lendo este e já saiba muito mais que eu sobre o terceiro capítulo desse “pós reboot”.

Eu sei que, se seguir a linha do reboot mesmo, como o “Rise Of Tomb Raider” seguiu, o terceiro capítulo (ou algo que o valha) “Shadow Of Tomb Raider”, vai manter a boa qualidade da franquia mesmo não carregando aquela nostalgia de mamilos geométricos e cães musculosos. Seria interessante se tivesse o mordomo pra trancar em alguma sala…

 

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Marcelo Brambilla

Marcelo "Vingador Brambz" Brambilla é Gamer de Corridas, amante de carros e velocidade não perde a oportunidade de fazer um racha com a galera. Autor do Nós Nerds e colaborador ativo no Xbox Mil Grau.

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